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O problema em relação ao recentes protestos ocorridos na Capital Paulista contra aumento da tarifa de ônibus foi assunto debatido na última sessão dos vereadores, realizada nesta quarta-feira, 12. O tema dividiu opiniões no plenário. Alguns parlamentares enfatizaram atos de violência realizados por manifestantes, outros defenderam o direito da população ao protesto.
Ex-policiais da Rota, os vereadores Conte Lopes (PTB) e Coronel Telhada (PSDB) pediram uma ação mais enérgica das forças de segurança pública para conter futuras manifestações. "Isso é uma ato criminoso. Isso é um ato perpetrado por grupos criminosos", acusou Telhada.
Os parlamentares também criticaram o uso da Força Tática para conter os manifestantes. Para eles, o Batalhão de Choque é a unidade adequada para atuar em situações do tipo. “O que me causa espanto é a falta de profissionalismo. Cadê a tropa de choque ontem em São Paulo? Não tinha”, questionou Conte Lopes.
Apesar de apoiar o aumento das tarifas do ônibus e do metrô (que subiram de R$ 3,00 para R$ 3,20 no início deste mês), o líder do PT, Alfredinho, defendeu o ato. Ele garantiu que o objetivo da atual gestão municipal é diminuir o ritmo dos aumentos, mas ponderou que “não é possível fazer isso de uma hora para outra”.
"Na democracia a gente tem que ser intolerante com a violência, com a baderna, claro. Mas tolerante com a manifestação das pessoas”, afirmou o petista. "Aqueles que estavam lá fazendo baderna, esses a gente repudia. São vândalos. Não se pode quebrar patrimônio público, como aconteceu. Isso a gente condena."
Único parlamentar a participar do protesto de ontem, Toninho Vespoli (PSOL) defendeu que não se pode criminalizar todo o movimento por conta de atos criminosos de uma minoria. Para ele, embora tenha sido reajustada abaixo da inflação, a nova tarifa é abusiva porque incorpora uma série de aumentos acima da inflação feitos no passado.
O Movimento Passe Livre, que tem convocado os protestos, postou em seu site que não incentiva atos de vandalismo, mas afirma ser “impossível controlar a frustração e a revolta de milhares de pessoas com o poder público e com a violência da Polícia Militar”. Com informações da Agência Câmara.
Fonte: http://www.logradourosjornal.com.br/noticias-detalhes.php?noticia=7370&categoria=25. Acesso em: 19 de junho de 2013.
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